Distribuidoras de energia negociam interligar Florianópolis ao Rio de Janeiro com pontos de recarga para veículos elétricos. A declaração foi do presidente da Copel, empresa que abastece o Paraná, Antonio Guetter.

A ideia envolve a negociação para a instalação de pontos de recarga no Paraná e no trecho paulista entre a divisa e a capital. A Rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo ao Rio, já está abastecida. Um projeto da distribuidora catarinense Celesc prevê a instalação de pontos na BR 101 sentido Norte.

“Estamos conversando com a Elektro, que opera na região sul de São Paulo, e a Eletropaulo, que atende a região metropolitana, para completar a interligação”, disse Guetter em entrevista.

Os pontos de recarga de veículos elétricos deverão instalados em postos de gasolina. Eles terão capacidade de recarregar 80% da bateria em 25 minutos. Cada ponto de abastecimento custa cerca de R$ 150 mil, mas sua instalação demanda ainda reforço na rede elétrica que atende os postos.

Em parceria com a hidrelétrica Itaipu, a Copel está investindo cerca de R$ 2 milhões para tornar a BR 277, que liga Paranaguá, no litoral, a Foz do Iguaçu, viável para o tráfego de veículos 100% elétricos.

Três pontos de recarga já foram instalados. Outros oito estão em processo de instalação. Eles devem ser concluídos em até três meses. Cada um fica a, no máximo, 80 quilômetros de distância do outro.

Em Santa Catarina, o projeto Eletroposto, da distribuidora local Celesc, já instalou pontos de recarga em Florianópolis e Araquari, a 160 quilômetros da capital. O projeto prevê uma terceira estação em Itajaí, no meio do caminho.

Rodovia Presidente Dutra já tem pontos de recarga

Em julho, a EDP (Energias de Portugal) e a BMW inauguraram oito pontos na Rodovia Presidente Dutra, que liga o Rio a São Paulo, ao custo de cerca de R$ 1 milhão. Seis estão em São Paulo e dois no Rio. A maior distância entre os pontos é de 122 quilômetros.

“Não tenho a menor dúvida que o carro elétrico está chegando. É uma tendência sem volta”, disse Guetter. A frota brasileira, porém, ainda é tímida: apenas 0,2% dos automóveis vendidos em 2017 eram híbridos ou 100% elétricos.

Fonte: Folha de São Paulo

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