A inovação tecnológica, a redução de custo de produção e a crescente demanda do consumidor estão levando as energias renováveis ​​- especialmente a eólica e a solar – a serem fontes cada vez mais cobiçadas por muitas pessoas, e, até mesmo, adotadas por empresas.

Isso acontece porque as energias renováveis ​​estão alcançando um desempenho muito abrangente em diversos locais, ainda mais que elas podem ajudar a equilibrar diversos impactos ambientais que o mundo sofre hoje em dia.

O que ajuda e contribui nessa situação são as novas tecnologias de armazenamento e distribuição, que também estão se aprimorando, aumentando sua vantagem competitiva.

Nos dias de hoje, os consumidores estão buscando as fontes de energia mais confiáveis, acessíveis e ambientalmente responsáveis. Afinal, as cidades estão integrando fontes renováveis em seus projetos de eletrificação, sejam eles comunitários ou não. Assim, democratizam o acesso aos benefícios das energias renováveis ​​dentro e fora da rede.

Para se ter uma ideia, a China está impulsionando a ascensão dos mercados emergentes no crescimento de energia renovável. Hoje em dia, o país registra o maior crescimento de produção de matriz solar e eólica, e é o único mercado acima de 100 GW.

Somente a China foi responsável por mais da metade das novas instalações de capacidade solar, bem como dois terços da produção mundial de painéis fotovoltaicos solares em 2017. Além disso, é o único país a figurar entre os 10 principais beneficiários de investimento limpo transfronteiriço de mercados emergentes, possuindo os 10 principais investidores.

Do ano de 2015, quando bateu o recorde de investimento limpo transfronteiriço, até o primeiro semestre de 2017, a China investiu US$ 2,23 bilhões (cerca de R$ 8 bilhões) em energia eólica e solar em 11 outros mercados emergentes e recebeu US$ 1,34 bilhão (cerca de R$ 4 bilhões) em investimentos de 13 países investidores.

Mas, outros países estão apostando em leilões de energia solar e eólica, como a Índia e Turquia, que dobraram suas capacidades dessas fontes em 2017 e devem chegar a 227 GW até 2022.

Os países com maior investimento em energia renovável também estão emergindo, incluindo as Ilhas Marshall, Ruanda, Ilhas Salomão, Guiné-Bissau e Sérvia. Finalmente, o maior mercado inexplorado de eletrificação, a África Subsaariana, apresenta uma enorme oportunidade para o crescimento de energia renovável.

Para as populações não-eletrificadas mais marginalizadas em áreas de baixa densidade, sistemas de energia solar pré-pagos são geralmente a melhor opção de eletrificação. A Agência Internacional de Energia estima que nas próximas duas décadas, a maioria das pessoas sem eletricidade terá acesso através de sistemas fotovoltaicos descentralizados e microrredes.

As energias solar e eólica estão chegando a um novo patamar à medida que alcançam o desempenho semelhante às fontes convencionais, conseguindo demonstrar sua capacidade de melhorar as redes e se tornar cada vez mais competitivas por meio de novas tecnologias, pois os obstáculos e os tetos de implantação estão se dissolvendo.

Agora, sobre as fontes de energia mais baratas do mundo, a solar e a eólica têm muito mais a oferecer: as tendências de capacitação ainda nem chegaram ao fim. Esses custos continuam caindo, porém a sua integração é bem-sucedida e ocorre rapidamente, o que fortalece novas tecnologias com eficiência e capacidade ainda maiores.

Enquanto isso, a demanda por fontes renováveis ​​está crescendo. Nos dias de hoje, as energias solar e eólica são as que mais se aproximam das três prioridades dos consumidores: confiabilidade, acessibilidade econômica e responsabilidade ambiental.

Nos principais mercados, como a Dinamarca, os interesses supranacionais, nacionais e locais da comunidade estão alinhados com esses objetivos. Em outros, como os Estados Unidos e a Austrália, cidades, comunidades e corporações se tornaram mais relevantes.

Finalmente, os mercados emergentes verão o crescimento mais significativo na demanda de eletricidade à medida que se desenvolvem e se eletrificam, com grande possibilidade de avançarem para uma posição de liderança na produção de energias solar e eólica. O caso das fontes renováveis ​​nunca foi tão forte.

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