Realidade virtual, Manufatura Avançada e Drones são tecnologias da Indústria 4.0 que estão transformando também o setor têxtil. A Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção) vem apostando em inovações tecnológicas que têm permitido a produção e venda de roupas sob medida, com o uso dessas tecnologias, para alavancar o setor que vem sofrendo com sucessivas crises.

Produção sob medida de roupas

Em entrevista, Rafael Cervone Netto, presidente emérito da Abit e 3º vice-presidente do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), fala sobre o lançamento em outubro, na Escola Francisco Matarazzo, em São Paulo, do segundo equipamento de escaneamento do corpo (um espelho em 360º) para produção sob medida de roupas, o Magic Mirror.

A primeira planta do mundo foi inaugurada no Rio de Janeiro. O Magic Mirror, um “espelho mágico”, projeta sua imagem e as informações são cruzadas com um banco de dados enorme de escaneamento do corpo humano.

A partir disso, é possível produzir o que você quer. Uma calça legging, por exemplo. Você se vê vestindo, mesmo em movimento, escolhe a cor, estampa, materiais e dá um clique. Em 18 minutos aquilo está entregue na sua mão, com a sua assinatura e sob medida.

Quais as expectativas para o setor?

Temos debatido à exaustão a Indústria 4.0, que se constitui por modelos de negócio com novas formas de se produzir, usando a Realidade Virtual e Aumentada e Big Bata.

As máquinas conversam com máquinas. Além disso, uma série de fatores estão nos ajudando a dar um salto tecnológico. Como resultado, inauguramos a primeira planta mundial de manufatura avançada.

Cervone fala também sobre a entrada da Internet Industrial das Coisas (IoTT) no setor, trazendo novos modelos de produção para as pequenas e médias empresas

Existe resistência às novas tecnologias?

Toda revolução industrial tem certa resistência. Os negócios vão mudar. Fala-se em um período de duas horas entre você comprar e receber a entrega na sua casa. Ela será feitas por drones e além disso haverá um modelo de produção completamente diferente.

A produção em larga escala na Ásia e sua distribuição para todo o mundo será alterada. O modelo de negócio será produzir perto do consumidor final. Com isso, o chinês vai ter de vir competir aqui dentro.

As novas máquinas de estamparia digital estão ganhando performance muito grande. Elas fazem a preparação do tecido, tingem, fazem estampa, o corte e já sai automatizado ali na frente pra você costurar.

Isso com consumo de energia equivalente a uma impressora, que é baixíssimo. Não tem emissões atmosféricas, não tem vibração, efluentes. Então, a fábrica pode estar dentro dos bairros.

Isso deve repercutir nos preços?

Pelo contrário, você elimina processos como grande parte da distribuição e logística com uma máquina extremamente versátil. Note que é diferente do modelo asiático de grande velocidade de produção, mas com pouca versatilidade.

Você faz a mudança de estampa com a máquina rodando. Ela é muito mais flexível e tem de 10 a 15 metros de comprimento. Certamente, é um modelo mais adequado a pequenas e médias empresas, que é justamente o mercado mais promissor que temos no Brasil.

Fonte: Liberal

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