A startup SleepBoll de Porto Alegre – lançada no mercado em 2019 com o propósito de salvar vidas nas estradas – apresentou uma solução completa para logística de longa distância. De acordo com o CEO, Luciano Paixão, o custo para a máquina pública foi de R$ 200 bilhões nos últimos 20 anos com 672 mil mortes e duas milhões de pessoas incapacitadas.

O algorítmo de inteligência artificial da SleepBoll está ligado à gestão do controle de revezamento de motoristas (hot seat) nas rotas, considerando fatores como jornadas intermediárias, embarque, desembarque, melhor trajeto, paradas obrigatórias, manutenção preventiva ou corretiva dos caminhões, horas de trabalho, folgas do motorista com a família, férias, afastamentos do trabalhador, posicionamento das trocas, conectividade em tempo real com as gerenciadoras de riscos e seguradoras. O sistema estará disponível em nuvem a todas as empresas conveniadas no uso dos leitos e não terá custo adicional ao uso da solução hot seat.

“Havia a necessidade de solução maior à cumprir apenas a Lei dos Caminhoneiros com pontos de parada, enxergamos a oportunidade de resolver o problema dos acidentes, abatendo a causa real, a alusão que caminhões não foram concebidos para servir de alojamento e nem cozinha. Hoje, os caminhoneiros ficam 50% do período de trabalho parados gerando um custo diário de mil e duzentos reais às suas contratantes, chegando a perda de R$ 300 mil em um ano por veículo”, explica.

O estágio de implementação das cabines de descanso está avançado nas perspectivas de Luciano Paixão. “Para este ano de 2020, estamos com apoio da maioria das federações e sindicatos de transportadoras de cargas, indústrias e redes de combustíveis em nível nacional”, completa.

Outro fator que soluciona a implementação de cabines de descanso em pontos de parada aos caminhoneiros é o atendimento médico e psicológico por profissionais de medicina e psicologia de tráfego, em convênio firmado com Abramet e Abrapsit. “Com isso pretendemos atuar de forma preventiva na saúde dos trabalhadores, reduzindo substancialmente o fator de fadiga e da saúde orgânica dos motoristas”.

A Sleepboll implantará 80 mil cabines nos próximos anos para atender o mercado de logística de longa distância. Será investido 1,5 bilhão de reais pela iniciativa privada, que também atuará para atender viajantes em geral. Considerando o setor turístico, o volume de cabines instaladas nas rodovias poderá chegar a 500 mil unidades.

O custo inicial da hora de sono na cabine é de 12 reais, sendo a receita compartilhada entre investidores, postos de combustíveis que cuidam da manutenção da limpeza, energia e segurança. Um terço vai para a plataforma manter a gestão do hot seat e controles de ocupação.

A startup SleepBoll firmou aliança com as entidades e empresas parceiras no propósito de levar missão junto à presidência do BNDES, a fim de reivindicarem o que está previsto na Lei 13.103/2015, que considera a abertura da linha de crédito com taxa de juros a longo prazo e carência por meio de recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

“Esses recursos já foram pagos pelo setor logístico com mais de 56 bilhões de reais desde 2015. Hoje o BNDES fica com a administração de 40% do fundo oriundo das contribuições de PIS da iniciativa privada”, esclarece o CEO, Luciano Paixão.

O sistema da SleepBoll prevê uma economia superior a 30 bilhões por ano no custo direto do transporte e mais de 5 bilhões de reais por ano com custos inerentes à previdência social e SUS provocados pelos acidentes de trânsito em rodovias, além da geração de 120 mil postos de trabalho e mais de 50 bilhões em tributos em 10 anos.

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