A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), criada para regulamentar a política de privacidade de dados pessoais no Brasil, entra em vigor em agosto de 2020. Até esta data, as empresas precisam se adaptar às novas regras para evitar o vazamento de informações e punições severas. As companhias que não cumprirem as normas podem ter multas equivalentes a 2% de seu faturamento do último ano, podendo chegar até R$ 50 milhões.

Por isso, além de assegurar a qualidade dos produtos vendidos, as empresas precisam investir na proteção dos dados pessoais de seus clientes. Segundo Marco Fontenelle, diretor América Latina da Quest, empresa que fornece soluções de software para simplificar a complexidade dos ambientes de TI, esse tema já representa uma grande preocupação para as companhias.

“Muitas empresas brasileiras já possuem consciência sobre a importância de se estruturar quanto à proteção de dados e à segurança da informação e garantir confidencialidade, integridade e disponibilidade, pilares básicos que todo cliente quer encontrar num e-commerce. Porém ainda faltam investimentos sérios em controles de segurança para a aplicações práticas”, explica Marco Fontenelle, diretor América Latina da Quest.

Apesar das regras serem uma tendência mundial, o cenário brasileiro é alarmante. Uma pesquisa realizada pelo Serasa Experian, revelou que 85% das empresas brasileiras ainda não estão preparadas para a LGPD. Com a proximidade da data para a lei entrar em vigor e a dificuldade de se adaptar, 72% dos entrevistados afirmaram que pretendem contratar algum serviço para orientação e assessoria no setor de TI.

Enquanto a lei não entra em vigor, os varejistas devem procurar soluções para evitar o vazamento de dados e assim garantir uma compra mais tranquila para seus clientes. Segundo Fontenelle, durante os períodos com grande volume de vendas, é importante que o setor de TI faça uma análise de risco para identificar quais controles são necessários à garantia de proteção da informação.

“Com uma equipe de consultores e arquitetos de soluções especializados temos diversas ações que estão ajudando as empresas a entenderem melhor como se preparar para esses novos desafios impostos pela LGPD”, finaliza Fontenelle.

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