Com o avanço no desenvolvimento da tecnologia, o futuro aponta para que, cada vez mais, ela seja utilizada como solução para problemas que o mundo tem enfrentado e ações do dia a dia. Alunos e professores da Academia Stem, iniciativa da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), vêm criando projetos aliando causas importantes com uso de inovações tecnológicas.

Quando o assunto são tecnologias futuras é impossível não pensar em robôs. O grupo formado por Alberto Postigo, Amanda Costa, Edgard Freitas,  Emanuelle Lima, Fernando Bastos, Gabriel do Valle, José Matheus Ferreira, Thiago Silveira, Vinicius Bentes Welithon do Nascimento, alunos do curso de Engenharia de Controle e Automação da UEA, sob orientação da professora Dra. Marlene Araújo de Faria, desenvolveu métodos de aprendizagem através da tecnologia NAO, um robô humanoide desenvolvido pela Aldebaran Robotics, uma startup francesa.

No projeto, o NAO é utilizado como ferramenta de aprimoramento no processo de ensino com crianças em Atendimento Educacional Especializado, por meio de coreografias lúdicas. A funcionalidade para uso do NAO neste tema foi escolhida para facilitar o processo de aprendizagem de crianças com deficiência.

“Consideramos essa aplicação do NAO muito importante, porque pode ser como um monitor do professor em sala de aula. Seu desing, o timbre de voz, suas funcionalidades fazem com que o NAO seja uma ferramenta de apoio ao professor, criando um ambiente lúdico, agradável e divertido aos alunos. O que pode facilitar em muito o processo de aprendizagem”, explica a orientadora do grupo, a professora Marlene Araújo.

Em um mundo com tantas formas de tecnologia, se tornou praticamente impossível viver sem o uso da energia elétrica. O projeto “Previsão da demanda de energia contratada usando redes neurais recorrentes do tipo LSTM”, desenvolvido na Academia STEM, visa aprimorar o serviço de fornecimento de energia através do uso de inteligência artificial.

O grupo formado pelos estudantes Bruno da Silva, Kaio Lima, Wagner do Santos Junior, com orientação do professor Dr. Israel Gondres Torné e coorientação do professor Dr. Raimundo Cláudio Gomes, desenvolveu um sistema que, com base em dados de fornecimentos anteriores, consegue prever métricas do uso da energia elétrica.

“A ideia do projeto surgiu devido ao aumento das despensas de energia elétrica em várias unidades acadêmicas da UEA, assim como a situação hídrica do país que, pouco a pouco, foi piorando provocando altos preços ao consumidor final”, explica o orientador do grupo, o professor Israel Gondres Torné.

“Nesse contexto, revisamos diferentes fontes bibliográficas e iniciamos um estudo sobre a utilização da Inteligência Artificial aplicada à energia elétrica. A partir daí desenvolvemos algoritmos capazes de diagnosticar o valor aproximado da contratação da demanda de energia, tendo em conta dados anteriores”, finaliza.

A tecnologia tem alcançado diversas áreas de atuação e a indústria é certamente uma delas. O trabalho em fábricas tem sido, cada vez mais, automatizado com o uso de inteligências virtuais e maquinários que permitem tal processo.

O projeto “Navegação Indoor para robôs móveis”, desenvolvido pelos alunos Walfredo Benevendes, Marcus Sena, Laura de Oliveira, Manuel Moraes e Jhoendrio Medeiros, sob orientação do professor Marivan Gomes, trabalha o uso de localização indoor (ambientes fechados) para que robôs realizem o tráfego de materiais nas linhas de produção fabril, diminuindo custos de mão de obra, reduzindo o tempo de produção e aumentando a qualidade dos produtos.

“Este projeto é algo inovador quando tratamos da logística 4.0 nas indústrias. A aplicação da tecnologia do sistema indoor, que funciona como um GPS em ambientes fechados, faz com que possamos utilizar um robô autônomo inteligente do tipo Autonomous Mobile Robots (AMR) nas fábricas. Com a aplicação do projeto, além da agilidade na linha de produção, a empresa pode ser favorecida com diminuição de gastos, já que o transporte não agrega valor ao produto, mas é um processo que precisa ser feito e com o robô pode ser feito de forma rápida, e sem necessidade de mão de obra humana”, analisa o professor Marivan Gomes.

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