O P-Ictus, um projeto cuja finalidade é criar uma solução para a prevenção do AVC em pacientes de risco, a partir do conhecimento extraído com tecnologias Big Data do histórico de saúde digital e outras fontes não clínicas de pacientes. Com um orçamento de dois milhões de euros, vai fornecer insumos mais precisos para o diagnóstico, melhorando o tratamento dos pacientes.

Para o desenvolvimento deste projeto está sendo utilizada como fonte de informação principal a Unidade de Ictus do Hospital San Pedro de Alcántara de Cáceres. Basicamente, são extraídos os dados de pacientes que tenham registrado um AVC, como a informação registrada em outras seções do seu histórico clínico como hospitalizações, recaídas, medicamento ou testes diagnósticos realizados.

Essas informações serão reunidas com outros dados sociodemográficos, econômicos, climatológicos, de poluição e sociais para melhorar o posterior processo de estratificação individual.

Toda esta informação será tratada com técnicas Big Data de análise estatística, assim, será possível facilitar a criação de novos algoritmos baseados em modelos físicos e matemáticos, que permitirão gerar conhecimento sobre a prevenção e diagnóstico dos diferentes tipos de AVC.

Os resultados obtidos facilitarão o desenvolvimento de regras e modelos baseados na evidência científica, que serão integrados a uma ferramenta de apoio à tomada de decisões acessível para os profissionais. 

A solução desenvolvida vai gerar o primeiro sistema de informação gerado a partir dos dados armazenados nos históricos de saúde dos sistemas de informação sanitária.

“Em todos os setores se fala do potencial das técnicas de Big Data em saúde, mas até agora ninguém está conseguindo aplicá-las em dados clínicos relevantes validados por profissionais sanitários como diagnósticos, antecedentes ou alergias”, explica Carlos Gutiérrez, gerente de saúde na Indra e coordenador do projeto.

O P-Ictus é financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e o Centro para o Desenvolvimento Tecnológico Industrial (CDTI) e sua finalização está prevista para o primeiro trimestre de 2019. Além da Indra, participam do projeto o Grupo Casaverde, uma organização especializada na reabilitação de pacientes com ictus; a DRIMAY, peme da região de Andaluzia especializada na análise estatística dos dados e com ampla presença no setor da saúde; e a Xtrem, peme de Extremadura especializada no desenvolvimento de ferramentas informáticas para as estações clínicas dos profissionais da saúde.

Outros projetos na área de saúde

A Indra participou ativamente no desenvolvimento de sistemas regionais de saúde na maioria das comunidades autônomas. A companhia facilitou a implantação do histórico clínico eletrônico em Andaluzia (Diraya), na Comunidade Valenciana (Abucasis) e no Serviço Galego de Saúde (IANUS).

Além disso, lidera a  implantação da Receita Eletrônica com projetos de sucesso em Aragón, Andaluzia, Asturias, Cantabria, Madrid, La Rioja, Murcia, Valencia, Galicia, bem como nas cidades autônomas de Ceuta e Melilla. Atualmente, participa da interoperabilidade da Receita Eletrônica em várias comunidades autônomas. Conta também com projetos emblemáticos em países como Bahrein, Chile, Colômbia e Filipinas.

No setor de saúde privada, a a empresa é fornecedora referência em soluções de histórico clínico eletrônico e gestão hospitalar na Espanha, servindo a mais de 40 centros hospitalares, que representam 48% dos centros pertencentes às grandes redes privadas de prestação de serviços de saúde no país).

A companhia participa do desenvolvimento de soluções inovadoras que facilitam e melhoram o acesso e os pontos de contato com o sistema de saúde ou a assistência e cuidados no lar, por meio da avaliação de sinais biométricos e atendimento online.

Também está abordando projetos que incluem a conexão com sensores que enviam em tempo real alertas ou o desenvolvimento de sistemas que integram dados de múltiplas fontes para melhorar a tomada de decisões sobre a saúde. 

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