O Startup Indústria 4.0, iniciativa da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para fortalecer o ecossistema de inovação e empreendedorismo do país, teve a adesão de 86 empresas, sendo três delas portuguesas e o restante brasileiras, após o encerramento do período de inscrições do edital.

A partir de agora, estão abertas as inscrições, até 31 de março, para as startups que se interessam em conectar com estas companhias. “Uma das saídas para a indústria melhorar sua produtividade e eficiência está nas startups. Esse pensamento precisa ser difundido. O sucesso da adesão das indústrias ao edital mostra a relevância do programa”, destaca Guto Ferreira, presidente da ABDI.

Edital prevê investimentos de R$ 4,8 milhões

O edital binacional, lançado em novembro do ano passado durante o 2º Fórum de Inovação em São Paulo, prevê R$ 4,8 milhões para startups de Brasil e Portugal que se conectarem a indústrias de ambos os países com soluções tecnológicas 4.0.

Esta é a segunda edição do programa e vai selecionar 30 indústrias de grande porte, sendo três delas portuguesas, e 120 startups (10% de Portugal). Ao final, a expectativa é ter 60 startups conectadas às indústrias participantes. Cada startup conectada receberá R$ 80 mil em premiação.

O coordenador de Inovação da ABDI, Rodrigo Rodrigues, explica as principais mudanças no novo edital. “Além de estar voltado para o 4.0, o edital prevê conexões mistas. Indústrias e startups portuguesas vão buscar o match com indústrias e startups brasileiras”, destacou.

Em 2017, a ABDI realizou uma primeira edição do Startup Indústria, com dez pilotos entre startups e indústrias sediadas no Brasil: 3M / Trackage; BRF / Birmind; Caterpillar / MZTEC; Dow Brasil / Sunew; Embraco / Virturian; Embraer / Victor Alfa; Ericsson / Nearbee; Libbs / MSc Med; Natura / Regenera; Votorantim Cimentos / Geoinova.

Mario Frota Jr, da startup Regenera, elogiou a iniciativa. “Foi a oportunidade de validar nossa proposta de valor. A gente conseguiu provar que é possível explorar um novo conceito de desenvolvimento tecnológico e transformá-lo em um modelo totalmente sustentável. O programa oportunizou essa possibilidade”.

A integrante da gerência de Inovação da ABDI, Isabela Gaya, destacou a importância do primeiro edital. “Entendemos que essas startups são cases para outras. Elas foram visionárias e participaram deste primeiro edital”.

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