Com mais de 10 anos de existência, o Bitcoin caminha a passos largos para ser uma das moedas mais famosas do mundo. Hoje, muitos estabelecimentos ao redor do mundo já aceitam como forma de pagamento. Mas, e como é o mercado para a criptomoeda no Brasil? Muito longe de atingir patamares como o dos Estados Unidos, por exemplo, por aqui começamos a fomentar discussões interessantes sobre ela.

A primeira regulação relacionada a criptomoedas chegou ao Brasil em agosto deste ano, com a Instrução Normativa 1882. Nela a Receita Federal instituiu que os brasileiros que transacionam criptomoedas devem informar ao governo todas as operações realizadas no mês anterior. Além disso, muito se falou sobre declaração no Imposto de Renda, que já é estipulada desde 2014, mas que ainda gera uma série de dúvidas.

Apesar de existir desde 2008, o Bitcoin só se tornou popular no Brasil em 2017, época em que a criptomoeda atingiu uma valorização astronômica de mais de 1.300%. A adoção foi tardia, mas a regulamentação é necessária.

Ter as operações mais às claras, é um aspecto que pode ajudar na credibilidade e trazer mais segurança, tanto para investidores, quanto para as empresas. Vamos levar em consideração que muitos ainda agem de forma inapropriada, o que impacta na imagem de todo o segmento, uma vez que uma pesquisa realizada pela Kaspersky em 22 países, apontou que apenas 10% das pessoas compreendem como as criptomoedas funcionam.

Alguns países adotaram medidas radicais e as incluíram no hall da ilegalidade, tais como Bangladesh, Afeganistão, Bolívia e Equador. Entretanto, muitos outros tentam entender qual é a melhor forma de regulamentar, já que de certa forma, fogem do alcance do governo.

O fato é que esse mercado está crescendo demais para não ser visto com cuidado por autoridades. E isso já vem acontecendo: o Banco Mundial, o FMI, o BIS, o Banco Central Europeu e a OCDE, foram convidados por alguns deputados brasileiros para fomentar discussões sobre o tema e ajudar na regulamentação do Bitcoin no país. Toda ajuda é bem-vinda, afinal quem joga limpo quer todas as cartas na mesa.

Daniel Coquieri é COO e cofundador da BitcoinTrade, corretora especializada no mercado brasileiro de criptomoedas

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