No início de novembro, o Mercado Bitcoin reuniu na Future Law um grupo de executivos e influenciadores do mercado financeiro para discutir o surgimento de um novo modelo de mercado: os ativos digitais alternativos.

Baseado na tecnologia do blockchain, o MB Digital Assets é o novo projeto da empresa, que através do uso de tokens, oferece acesso a ativos de alto retorno, antes disponíveis apenas para uma pequena parcela da grandes investidores.

Em dois painéis, o evento contou com a presença de grandes nomes do mercado financeiro, promovendo debates sobre o crescimento do universo de ativos alternativos e a necessidade de obedecer a regras de compliance para garantir a segurança desta nova espécie de investimento.

O primeiro painel, “Mercado Financeiro do Futuro”, teve a participação de Rosine Kadamani, da Blockchain Academy, Erik Oiolli, Sócio do VBSO Advogados e Marcos Cavagnolli, especialista em inovação e mercado financeiro.

No segundo painel, “Investimentos e Ativos Alternativos” o evento recebeu Alexandre Amorim, gestor de investimentos da ParMais, Juliana Capobianco, sócia-diretora da Concash e Gustavo Miller, CEO da Monkey.

“Acredito que a tokenização é um movimento extremamente positivo, principalmente pela relação custo benefício, além de deixar mais justo para as duas partes. Estamos vendo uma mudança no perfil do investidor, que agora aceita uma diversificação maior de ativos na carteira”, afirmou Alexandre Amorim, gestor de investimentos da Par Mais.

A empresa aproveita o cenário de juros baixos, que serve de incentivo para os investidores optarem por ativos alternativos. O primeiro produto do MB Digital Assets foi o Precatório do Estado de São Paulo e já existem planos de tokenizar as cotas de consórcio e recebíveis.

“O token representa uma fração do ativo e consequentemente, o direito do investidor de receber essa parte” afirmou Gustavo Chamati, Fundador do Mercado Bitcoin. Para ele, as operações fracionadas “criam um mercado secundário que utilizam a tecnologia blockchain para facilitar as negociações entre os clientes”, completou.

“O Mercado de recebíveis movimenta cerca de um trilhão e ele pertence aos investidores institucionais. Seu modelo é tradicional e manual, com pouca utilização da tecnologia”, disse Gustavo Muller, CEO da Monkey Exchange, empresa que conecta, por meio de uma plataforma de negociações digital, fornecedores da indústria tradicional a compradores de recebíveis.

“Neste propósito, o MB Digital Assets compacta o fluxo de compra, criando tokens e distribuindo para os investidores”, diz Roberto Dagnoni, conselheiro do Mercado Bitcoin.

A regulação do mercado também foi pauta do encontro. “Nós temos um preconceito criado em torno dos criptoativos e quando nós observamos o registro público, percebemos que não é tão anônimo assim ele é um rastro que fica registrado eternamente no blockchain. Não a tecnologia, mas o mau uso dela pode causar prejuízo ao cidadão comum”, afirma Chamati.

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