O desenvolvimento da Maturidade Digital poderia adicionar US$ 70 bilhões ao PIB brasileiro. É o que mostra uma pesquisa realizada pelo Google em parceria com a Mckinsey sobre o nível de maturidade digital do Brasil. Apesar de autoexplicativo, o termo se refere à integração de diferentes tecnologias no dia-a-dia de uma empresa, uma etapa mais avançada após a transformação digital.

Durante a pandemia, observamos a aceleração da Transformação Digital de inúmeras companhias para se adaptar rapidamente às tecnologias habilitadoras do atendimento remoto, teleconsultas, aulas on-line e gestão em nuvem. Contudo, este é o primeiro passo para uma relação muito mais efetiva e de vantagem competitiva com a tecnologia: a Maturidade Digital. Em outras palavras, para que o investimento em inovação se justifique, é preciso ter como horizonte a integração da solução a longo prazo – sim, é possível.

O Governo de São Paulo e o Instituto Butantan, por exemplo, seguem confiantes na previsão do início da imunização contra a Covid-19 em dezembro. Assim, como garantir que os investimentos em tecnologia feitos neste momento não se transformem em um legado digital sem utilidade futuramente?

Enquanto muitas empresas aproveitaram para adotar soluções que já estavam no radar da equipe de Inovação e TI, outras aproveitaram este momento para apostar na modalidade XaaS (Everything as a Service) – que dispensa o investimento inicial na licença de produtos e trabalha com um modelo de locação mensal, reduzindo o risco de compra de produtos pensando num horizonte temporal pós-pandemia.

Quando pensamos no mercado de videoconferência, por exemplo, a Gartner prevê que os gastos globais do usuário final devam crescer 24,3% em 2020 – atingindo US$ 4,1 bilhões. Com isso, a tendência é que cada vez mais empresas e usuários devem se adaptar e preferir o atendimento no ambiente virtual, obrigando mesmo os setores mais tradicionais a pensar na durabilidade das soluções implementadas durante o isolamento físico.

Por isso, para 2021 a palavra-chave para os gestores de TI será a Maturidade Digital – ou seja, a integração dos recursos da transformação digital acelerada pela pandemia em todo ecossistema da empresa.

Cada vez mais fabricantes já se atentam para o desenvolvimento de produtos de plataforma aberta, aptos para a integração a outras tecnologias, customização e cibersegurança – critérios importantes para uma solução à prova de futuro.

Agora, é a vez de clientes integradores e gestores assumirem juntos a tarefa de avançar na consolidação de uma cultura de inovação e tecnologia duradoura nas empresas, a construção de um legado pronto para o futuro das Smart Cities, do 4.0 e do 5G. Esta é uma postura importante e mais um critério para ser colocado na ponta do lápis antes de fechar negócio.

Artigo de Frederico Passos, vice-presidente executivo da Unentel

 

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