O futuro da Indústria passa necessariamente pela Internet Industrial das Coisas. A evolução dessa tecnologia será cada vez mais importante para a automação, produtividade e integração das empresas às cadeias de suprimentos. E a evolução é rápida. No final do ano passado, já havia 8,4 bilhões de equipamentos conectados de algum modo à Internet no mundo.

A previsão do IDC é de que esse mercado movimente R$ 26 bilhões no Brasil em 2018. Boa parte desse investimento virá das indústrias. Com a Internet das Coisas aplicada ao setor, os equipamentos de uma planta industrial poderão coletar dados sobre a operação, se comunicar entre si e até mesmo tomar decisões automaticamente, com base nas informações coletadas.

Veja também: Em que patamar está a segurança da Internet das Coisas hoje?

Integração com Big Data e Inteligência Artificial

Isso vai reduzir o número de paradas técnicas, aumentará a vida útil dos ativos, permitirá melhorar a produção, além de aumentar a produtividade e a rapidez na tomada de decisões, entre outras vantagens. Especialmente, quando o sistema de IoT estiver integrado a outras plataformas tecnológicas, como a Inteligência Artificial e o Big Data.

Mas a adoção da tecnologia exige um cuidado especial para as indústrias: a segurança. A multiplicação dos pontos de conexão também multiplica a porta de entrada para invasores digitais.

Dados do Ponemon Institute, em 2017, apontam que 80% dos dispositivos da Internet Industrial das Coisas não são testados em busca de falhas de segurança.

Além disso, uma pesquisa da operadora americana de telefonia AT&T revela que 90% das organizações não têm confiança total na segurança de seus dispositivos para a Internet Industrial das Coisas.

Avaliação de riscos

Por isso, por mais que seja valiosa para as indústrias, é preciso tomar alguns cuidados antes da instalação de equipamentos conectados à Internet. O ideal é fazer uma avaliação de riscos abrangente. E identificar todos os aparelhos já instalados ou ainda por instalar.

A análise deve incluir a rede, os aplicativos e protocolos de segurança da empresa, e todos os dispositivos conectados. Os equipamentos industriais, por sua vez, devem ser classificados de acordo com seu nível de risco e sensibilidade dos dados contidos em cada um deles.

Lembre-se: estamos falando de todos os dispositivos, sem exceção, inclusive câmeras de segurança com tecnologia IP. Muitos ataques cibernéticos têm usado esses aparelhos como porta de entrada.

Isso acontece porque muitos instaladores simplesmente não personalizam a senha dos dispositivos. O circuito de câmeras de vigilância é deixado com a senha padrão da fábrica, o que facilita as invasões.

Antes de investir em equipamentos novos dotados de Internet Industrial das Coisas ou adaptar o maquinário existente, também é importante garantir que o fabricante incorporou proteções de segurança ao projeto do aparelho, contra malware, DDoS e ransomware.

É importante observar que o fabricante do equipamento ou do sistema de IoT deve ser responsável pelas atualizações de segurança. No entanto, nem todos se preocupam com isso. Por isso, tenha cuidado redobrado ao projetar a conexão dos dispositivos na sua planta.

Plano de emergência

Além disso, um bom planejamento de segurança para a Internet das Coisas também deve prever cenários críticos de ataques, além de prever estratégias para redução de danos. No caso de indústrias, estamos falando de perda total ou parcial de produção, paralisação da fábrica, acidentes, entre outras situações.

Uma boa opção é projetar a instalação dos aparelhos conectados em redes separadas. Isso protege melhor os dados e aplicativos da empresa. Lembre-se de que a segurança da IoT é fundamental para a própria empresa e também para seus clientes. Falhas nesse aspecto podem causar prejuízos financeiros e graves danos à sua reputação.

Fonte: Totvs

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