O mundo das passarelas tem se inspirado cada vez mais na tecnologia para criar suas roupas. E as roupas inteligentes vêm sendo cada vez mais aceitas pelas pessoas que admiram a junção da beleza e a inteligência numa peça de vestuário.

A inteligência deixou de estar mais presente em acessórios e passou a ser encontrada cada vez mais em roupas, principalmente, aquelas direcionadas ao mercado fitness, proporcionando que o atleta controle sua respiração, batimentos cardíacos, velocidade e localização.

Muito pode ser feito com a utilização de sensores e os designers de moda já têm esse equipamento à sua disposição para ser utilizado em suas criações, proporcionando avanços tecnológicos como a conectividade de roupas com a internet.

Matt Drinkwater, professor na Universidade de Moda de Londres e chefe da Fashion Innovation Angency, criou um vestido que brilha de verdade, graças aos LED’s embutidos no tecido.

O trabalho nomeado de “vestido Tinker Bell” é uma referência em roupas inteligentes. Entregue aos Estúdios Disney, a peça foi criada em homenagem à fada da história do Peter Pan.

O criador espera que esse tipo de tecnologia passe a ser recorrente nas passarelas e nos tapetes vermelhos da fama. Afinal, o mundo da moda possui como principal objetivo chamar atenção e nada melhor do que brilho de LED para obter tal efeito.

Destaques Britânicos

Há outros designers, que possuem o mesmo pensamento de Drinkwater, que resolveram apostar nas roupas inteligentes para os desfiles de moda de coleções importantes.

Dentre eles, Lauren Bowker criou materiais para tecidos que mudam de cor e de padrão a partir de sensores. Contudo, ela foi além. Dentre suas criações, duas são de maior destaque: um vestido que interpreta o magnetismo humano e suas emoções, ao conseguir ler as suas ondas cerebrais, e um cocar de 4.000 pedras preciosas que consegue ler a atividade cerebral do indivíduo, retratando-a em variadas cores, conforme ocorre seu processo de pensamento.

A marca britânica Ada + Nik criou uma jaqueta de couro com uma micro câmera, na sua última coleção para homens. Segundo Nik Thakkar, “a jaqueta permite que o usuário experimente um momento em primeira mão e faça seu feedback ao mesmo tempo, aumentando assim, a sua capacidade crítica e técnica de ser”.

Já a CuteCircuit, com sede em Londres, criou alguns vestidos que podem exibir os tweets mais recentes da sua conta, uma “camisa do abraço” que conectada a um dispositivo móvel com Bluetooth, permite que você envie um abraço para uma outra pessoa que também esteja usando uma camisa com a mesma tecnologia e, também, uma camiseta que possui um monitor e uma câmera de 1.024 pixels, junto com microfone e autofalantes, para que você possa fazer atualizações nas suas redes sociais, ouvir músicas ou visualizar a sua galeria.

Francesca Rosella, co-fundadora e diretora criativa da CuteCircuit, comenta: “Em nossa mais recente coleção, apresentamos uma série de saias e jaquetas finas de seda que contêm tecidos LED inteligentes que mudam de padrão e animam sob controle de um aplicativo em seu smartphone. Isso significa que, em poucos segundos, você pode baixar padrões animados totalmente novos em sua saia e ter um efeito visual totalmente diferente”.

A Intel também é outra empresa que se destacou com IoT em acessórios. Feito para a cerimônia de abertura da casa de Nova Iorque, a Intel anunciou um bracelete que possui um display diferente.

Além de ser extremamente atraente, ele fica na parte interna do pulso e mostra todas as notificações do seu dispositivo móvel, além de possuir uma plataforma para alguns aplicativos personalizados.

Buscando inovar novamente, a Intel criou o Spider Dress ou Vestido Aranha. Feito pelo dinamarquês Anouk Wipprecht, o vestido possui sensores e robótica para mostrar os sentimentos do usuário.

Ele capta sinais biométricos para saber se o seu usuário está se sentindo estressado. Caso o sinal seja positivo, as “pernas” do vestido atacam se uma pessoa chega perto demais.

Próximas novidades

Segundo Drinkwater, quanto mais sensores existirem, mais vestidos-aranha podem surgir pelo mundo da moda. Ele ainda afirma que há a possibilidade das roupas se comunicarem entre elas, criando um conceito totalmente novo para a moda.

De acordo com outros designers de moda, toda a tecnologia para as roupas inteligentes depende do avanço de outras ciências. É claro que nada mudará de hoje para amanhã, mas muita novidade já deve começar a aparecer nas próximas coleções.

Ildeniz, uma designer britânica famosa, afirma que “a pesquisa ainda está dançando entre os dois extremos”. Contudo, é inegável de que já há milhares de sensores conectados pelo mundo. A pergunta é como encaixá-los ou associá-los numa roupa específica.

Afinal, nós já podemos adquirir roupas inteligentes que contam os nossos passos, cuidam de nossa saúde, calculam nosso estado emocional e ainda mantêm as pessoas longe quando estamos irritados.

Ainda segundo Ildeniz, um grande desafio a ser superado pelo mundo da moda com as roupas inteligentes, é a sua lavagem. E quando falamos desse assunto, estamos falando de comodidade e menor esforço, e precisar remover o sensor ou os sensores toda vez que for lavar a roupa, não é algo exatamente cômodo.

Por isso, espera-se que as tecnologias para as roupas inteligentes ou IoT para roupas evoluam mais rapidamente, afim de aperfeiçoar e evoluir o mundo da moda.

Afinal, quem é que não gostaria de saber dos posts mais recentes de suas redes sociais, direto da roupa que está vestindo? Ou ainda, compartilhar e atualizar o próprio status, sem sequer tocar no seu smartphone? São realidades que estão chegando cada vez mais próximas e só o que precisamos é de uma tecnologia eficiente para isso.

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