Em meio a informações desencontradas de aberturas e regras não lineares no país, desconfiança dos consumidores e pressão financeira empresários do setor de foodservice fazem um esforço hercúleo para se manterem firmes à frente de seus negócios.

Cada decisão é multifacetada e será amplamente julgada pela sociedade em diferentes níveis se essa não atender ao que se espera em termos de cidadania, segurança alimentar, convívio com outras empresas, relações trabalhistas, qualidade do produto, entre outras.

Muitos entraram no segmento pelo amor a gastronomia, por gostarem da atmosfera dos bares, restaurantes… Outros como um ótimo investimento ou ainda honrar um legado familiar, mas o que muitos não sabiam é que essa escolha exigiria de si maturidade e inteligência emocional para conviver em um dos momentos mais voláteis que historicamente vivemos.

Meditar, fazer exercícios (da forma como for possível), conversar como amigos, desabafar nos grupos de whatsapp, tudo ajuda um pouco a recompor diariamente um pouco da sanidade e recolocar a todos nos eixos para seguir em frente.

Ter um propósito claro e olhar o outro de maneira empática parece que tem ajudado muito. Outro fator que tem sido fundamental é o que temos chamado na GS&Libbra de empoderamento digital.

Empresas data driven (empresas dirigidas por dados), big data, são termos que os setores de tecnologia há tempos disseminam, nos últimos cinco anos foi intensificada a implementação no varejo.

No atual momento, esses conceitos podem se tornar divisores de águas no foodservice, já que a popularização das tecnologias e a compreensão das lideranças sobre a importância da gestão a partir de dados conflui para essa visão.

Delivery próprio, vendas por whatsapp, venda por instagram, facebook, e-commerce tudo isso pode ser integrado em plataformas de gestão de dados que permitem a cada rede (franquias ou independentes) restaurante, dark kitchen, a aprenderem os hábitos dos seus clientes e ampliarem o uso das informações com uso de inteligência artificial entregando indicações, ofertas, cupons e/ou interações alinhadas aos desejos e necessidades de cada cliente.

Para cada intenção (otimização da mão de obra, geração de fluxo, venda de uma promoção específica…) uma ferramenta é a mais recomendada, até o bom e velho email marketing está valendo. Porém, só a cultura da análise levará bares, restaurantes, rotisseries, padarias, etc a tornarem-se negócios omnichannel de fato.

Mas por que isso tudo passa a fazer tanto sentido na crise em que vivemos? Porque a Covid-19 mostrou que mais de 90% dos negócios de alimentação fora do lar eram absolutamente off line ou faziam muito pouco usando ferramentas digitais.

É fato que muitos aceleram e implantaram! Fizeram! Estão vendendo para sobreviver, mas, ainda não criaram formas organizadas para gerenciar as informações e acelerar sua curva de aprendizados.

A franquia de pizzas Domino´s disse no ano passado: “somos agora uma empresa de tecnologia” porque cada vez mais vinham utilizando dados para interagir com seus clientes e maximizar seus resultados.

Estranho pensar em inteligência emocional e inteligência artificial juntas? Para nós não! Esse é o caminho perfeito para que as lideranças possam embasar suas decisões, agir com velocidade, aumentar assertividade, mensurar e, acima de tudo, focar no que nenhuma máquina é capaz: na empatia e no cuidado com o outro.

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