A Indústria 4.0 já uma realidade na fábrica da Mercedez-Benz em São Bernardo do Campo. Inaugurada no dia 27 de março, a linha de fabricação de caminhões da empresa consegue mostrar na prática como as tecnologias digitais, a hiperconectividade, os dados na nuvem e a Internet das Coisas já fazem parte do cotidiano da empresa.

E o que muitos perguntam no primeiro momento: a fábrica agora vai rodar sozinha, sem funcionários? É o contrário. A empresa continua precisando dos funcionários, mas o nível de qualificação exigido é maior.

Segundo Carlos Santiago, vice-presidente de operações da Mercedes-Benz, a Indústria 4.0 é a confluência de várias tecnologias que podem ser aplicadas ao processo produtivo. “Fizemos aqui não apenas uma melhoria no processo de fabricação de caminhões, mas revolucionamos o processo produtivo”, explica.

Santiago comenta que a conectividade está presente em todos os aspectos. “Tudo está conectado de forma que a peça certa é direcionada para o caminhão certo, onde ele será montado”.

Foram instalados monitores em toda linha de produção. Os planos de processo que antes eram fichas e papéis, foram substituídos por monitores interativos. “O item mais importante é a eficiência na produção, na logística, melhoria na ergonomia dos colaboradores. Além de eliminar totalmente a necessidade de revisão”, explica.

Caminhões autônomos já estão em funcionamento

Para muitas pessoas, as tecnologias da Indústria 4.0 podem tirar vagas de trabalho. Como, por exemplo, o caminhão autônomo que funciona na fábrica dispensaria a necessidade de um motorista.

Mas Santiago explica que, na verdade, há uma melhora no tipo de trabalho. Ele comenta que as tecnologias vêm para melhorar a segurança dos operadores e a qualidade dos produtos.

Na fábrica de Mercedez-Benz foram aplicados robôs AGVs interligados e conectados, realidade aumentada, entre outras tecnologias da Indústria 4.0 que geram uma enorme quantidade de informações. “Os dados são armazenados na nuvem e já estamos nos preparando para usar Inteligência Artificial para melhorar nossos processos e customizar cada unidade”, explica.

Com aplicação das tecnologias o tempo de produção de cada caminhão caiu de 100 para 85 horas. Houve também uma redução 56% de consumo de energia elétrica. “Nós investimos 500 milhões de reais para fazer essa transformação na unidade de São Bernardo do Campo. Além disso, temos previstos mais 2,4 bilhões de reais até 2022”, completa.

 

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