Estudo da Llamasoft, realizado no segundo semestre de 2018, reuniu principais players do setor de agronegócio para discutir os desafios e oportunidades do supply chain em suas operações.

Com o apoio da Ciclo e da Nexus Partners, a companhia reuniu cerca de 70 grandes empresas atuantes no segmento, com faturamento acima de R$1 bilhão, para participarem do estudo intitulado ‘Desafios e Oportunidades do Supply Chain no Agronegócio’.

Falando em desafios, uma das principais preocupações do mercado, hoje, é com relação ao comportamento da China e uma possível paralisação dos caminhoneiros.

“A guerra comercial entre China e Estados Unidos ainda perdura e traz incertezas para o mercado, portanto poderão afetar os resultados da balança comercial do Brasil neste ano. Outro fator é a dependência do Brasil no modal rodoviário”, comenta Alexandre Pavão, diretor de Vendas Estratégicas da LLamasoft no Brasil.

Apesar deste quadro de incertezas, as empresas do setor de agronegócio demonstraram bastante otimismo quanto ao crescimento da indústria neste ano. A pesquisa mostra que 51% das empresas participantes esperam uma expectativa de crescimento de receita entre 5 e 10% para 2019.

Dentro do âmbito do supply chain, 79% das empresas informaram que esta área é muito relevante para o sucesso de suas organizações. Sobre o gasto anual das empresas com as cadeias de suprimentos, levando em consideração transporte, armazenagem e estoques, o estudo mostra que 31% delas gastam, anualmente, acima de 15% de suas receitas líquidas com cadeias de suprimentos.

Com relação aos principais desafios e oportunidades que o setor enfrenta no supply chain, os três principais fatores citados, em ordem de importância, foram: a disponibilidade e qualidade da infraestrutura de transportes e armazenagem (33%); a previsão da demanda e gestão de estoques (31%) e os elevados custos logísticos (26%).

As empresas também mencionaram como se caracterizava a maturidade do processo de planejamento integrado e a otimização da cadeia de suprimentos em suas empresas.

Neste caso, 56% possuem um bom nível de maturidade com relação a processos estruturados e com o uso de tecnologia para colaboração, mas não a utilizam para a otimização de suas cadeias de suprimentos.

Aprofundando mais o tema, o estudo consegue mostrar a evolução do uso da tecnologia neste setor, no qual 40% das empresas mencionaram a tendência de evolução em TI para Cloud Computing e SAS para softwares de planejamento e otimização da cadeia; 27% consideram o uso de Big Data e Machine Learning para previsão de demanda e gestão de estoques; e somente 15% apostam em Inteligência Artificial para a tomada de decisão.

É notório que a tecnologia vem revolucionando diversos setores, inclusive o agronegócio. “Temos no mercado mais de 300 startups focadas no agronegócio, as chamadas Agritechs, que oferecem soluções em aplicativos para facilitar a vida do consumidor. Porém, também é visível que a maioria das empresas planejam somente seus processos e não olham para o design de suas cadeias de suprimentos. O design de supply chain é de suma importância, pois estuda as decisões estratégicas, os possíveis cenários, trade-offs e responde perguntas como ‘o que acontece se’ para que o planejamento e execução tenham total sucesso no dia a dia das empresas”, finaliza Pavão.

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