Pandemia leva empresas do mundo do mundo todo a buscarem na automação robótica uma forma de dar continuidade aos negócios ou traçar um plano de recuperação.

“As organizações de todos os setores estão revisando suas operações para garantir que possam atender melhor seus clientes e manter valor de mercado após mudanças drásticas internas e externas”, afirma Daniel Dines, fundador da UiPath, multinacional especializada em robotic process automation (RPA) e que vem sentindo alta na procura de clientes corporativos nos últimos meses.

Em virtude da crise mundial provocada pelo coronavírus, a hyperautomation, uma das principais tendências tecnológicas apontadas pelo Gartner para 20/21, vem ganhando ainda mais velocidade. O termo significa a identificação e automatização de quantos negócios e tarefas forem possíveis por meio da combinação de RPA com tecnologias complementares de Inteligência Artificial como machine learning, user experience, analytics, process mining, entre outras.

Especialistas de mercado ouvidos pelo The Wall Street Journal projetam que as empresas aumentarão a automação após o surto de coronavírus, uma vez que os empregadores buscam reduzir custos e aumentar a produtividade.

Alguns desses esforços de corte de custos envolverão o uso de software robótico com inteligência artificial desenvolvido para assumir tarefas repetitivas, como lidar com as chamadas de rotina de contact centers e processar formulários de benefícios, por exemplo.

Segundo Daniel Dines , a UiPath vem registrando um crescimento mais rápido do que em 2019 mais acredita, porém, que a automação não virá acompanhada de aumento de demissões. “Em vez de deslocar os trabalhadores, o software robótico está ajudando as empresas a expandir e crescer, permitindo que trabalhadores sejam mais produtivos”, afirmou.

A empresa de pesquisa International Data Corp. disse à reportagem que estima que 40% das empresas em todo o mundo estejam aumentando o uso de automação, tentando reduzir a ineficiência e acelerar as operações. A Forrester Research, por sua vez, espera que a desaceleração provocada pela pandemia seja seguida por uma recuperação prolongada do desemprego, impulsionada por um aumento na automação, de acordo com um relatório recente.

No Brasil, a busca pela automação também deve aumentar segundo estudos da UFRJ e do Ibre/FGV. Daniel Duque, pesquisador do FGV Ibre afirmou em entrevista ao Estadão que “a indústria brasileira vai ter aceleração da automatização porque certamente os países que automatizaram sua produção já estão se saindo muito melhor (da pandemia) dos que não fizeram isso neste momento. O que deve acontecer é que vai acelerar essa tendência no Brasil”, afirmou.

Nos EUA, a UiPath está oferecendo às organizações de assistência médica um software de RPA gratuito para acelerar processos críticos e liberar funcionários com dificuldades para que possam responder mais rapidamente aos problemas que surgem como resultado da pandemia.

A empresa também está levando a empresas de diferentes setores e portes seu Hub de automação de modo que possam avaliar como suprir suas novas demandas, especialmente por conta do trabalho remoto.

“Estamos oferecendo aos clientes todo o suporte necessário à transição para novos modelos operacionais”, destaca Daniel Dines. “À medida que as empresas enfrentam a realidade de trabalhar em uma crise econômica, elas adaptam seus modelos de negócios à automação, permitindo que eles aumentem os robôs em vez de reduzir os funcionários humanos”, complementa.

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