Descobrir caminhos para a resolução de problemas, lidar com conflitos, trabalhar valores, descobrir respostas diferentes das convencionais. Esses são alguns dos benefícios da robótica, que também desenvolve a atividade motora, o raciocínio lógico, habilidades mentais por meio da programação, a criatividade, o trabalho em equipe, fortalece as relações interpessoais e propicia à criança ter contato com material totalmente tecnológico.

Metodologia que chegou ao Brasil há pouco mais de uma década, a robótica tem revolucionado o processo de ensino-aprendizagem. Afinal, aprender brincando ficou mais interessante para os alunos que têm o privilégio de entrar em contato com a nova técnica.

“A robótica é um campo vasto que oferece oportunidades de aprendizado únicas. Podemos usar essa técnica de diversas formas com alunos de diferentes faixas etárias, em praticamente todas as disciplinas”, afirma o coordenador do Núcleo de Atividades Complementares (NAC) do Colégio Marista Ribeirão Preto (SP), Ricardo Correa. Entre outras atividades, o NAC da escola oferece aulas de robótica.

Com as crianças menores, podem ser trabalhados temas corriqueiros como, por exemplo, textos curiosos sobre animais, trazendo para a realidade da criança. Nessa faixa etária, a linguagem é mais infantil e os projetos, mais coloridos.

Também podem ser criadas situações para a resolução de problemas por meio da montagem de robôs, a descoberta de curiosidades sobre animais, esportes, entre outros. Por meio da robótica, as crianças menores desenvolvem atividades motoras, mentais, valores, comunicam-se com o mundo.

Para desenvolver a robótica com adolescentes, as histórias devem apresentar personagens e situações voltadas para a idade. Os alunos costumam se identificar com esses personagens e com os temas abordados, o que facilita o desenvolvimento da tecnologia e de valores mais sólidos. Por exemplo, temas atuais como a poluição, polos da Terra ou uma viagem pelo oceano são bem atrativos para essa faixa etária.

Ao se colocarem no lugar do personagem, os adolescentes costumam viver os problemas, discutindo, analisando e identificando maneiras de agir em diferentes situações.

E, ao desenvolverem robôs, os estudantes aprendem a usar sensores de som, de toque, de movimento, e sobre programação para transmitir as missões às máquinas. Neste contexto, é trabalhada a relação entre criador e criatura.

Outro aspecto que deve ser citado é que em todas as situações os personagens assumem a posição de líder, tomando atitudes que são discutidas em sala. Então, a robótica também desenvolve a liderança, como devem ser as posições de um verdadeiro líder, como não impor ou deixar de discutir. Além disso, ensina a criança, adolescente ou jovem a empreender, não apenas a sonhar, mas a saber como viabilizar uma boa ideia.

Segundo o coordenador do NAC, há diversos kits educacionais prontos de robótica disponíveis no mercado, mas também é possível trabalhar com outros materiais, como a sucata, que oferece a condição para que o aluno possa montar seu kit próprio, privilegiando sua criatividade ao desenvolver sua produção do zero, sem moldes.

Enfim, o ensino da robótica apresenta um novo mundo para crianças, adolescentes e jovens, que saberão muito mais sobre o funcionamento das coisas, principalmente quanto aos dispositivos eletrônicos. Ensina sobre tudo, especialmente a lidar com outras pessoas e a estar melhor preparado para o futuro.

 

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