O uso da Realidade Virtual tem ganhado cada vez mais destaque em áreas que vão além dos jogos, como RH, Saúde e até mesmo Turismo. De acordo com um levantamento realizado pela Goldman Sachs, o mercado de RV poderá atingir a marca de mais de US$ 22 bilhões até o ano de 2025.

Como a Realidade Virtual pode ser essencial para a retomada da economia

Apesar da demanda ter sido acelerada por conta da pandemia de Covid-19 e a necessidade do isolamento social, que colocou em evidência a necessidade de diversos setores da economia se reinventarem e mergulharem de vez na transformação digital, a utilização do recurso já era uma realidade no mercado.

Segundo Marcelo Marcatti, COO e cofundador da Venturion, estúdio de experiências imersivas acelerado pela Tapps Ventures , este movimento se deve, principalmente, pois a Realidade Virtual é capaz de romper barreiras físicas e tornar as atividades mais lúdicas e didáticas, tanto para o público final quanto para o público interno de uma empresa.

“Estamos em um momento muito delicado na história socioeconômica do país e diante de uma das piores crises financeiras desde a quebra da bolsa em 1929. Com isso, muitos setores tiveram de se remodelar, em especial o de turismo e de eventos, por conta do distanciamento social. E é neste momento que a Realidade Virtual pode ser a grande aliada, pois com ela é possível proporcionar uma experiência altamente imersiva e criativa, mas na segurança e conforto dos lares”, afirma Marcatti.

Com mais de 50% dos empregos no setor turístico afetados pela pandemia em todo o mundo, com o recurso é possível simular uma viagem para qualquer lugar no mundo e despertar aquele sentimento único e mágico, mas sem a necessidade do deslocamento para outra cidade, estado ou mesmo país, dando uma nova “roupagem” para a experiência e auxiliando a área a se manter.

O uso de RV também tem sido de suma importância dentro dos ambientes corporativos e o braço direito das áreas de RH das empresas. Com as rotinas de trabalho cada vez mais misturadas com a vida real e os índices de produtividade prejudicados por conta da necessidade do trabalho remoto, a ferramenta tem auxiliado as lideranças em diversos treinamentos corporativos.

“O grande diferencial é justamente permitir que o foco esteja totalmente voltado ao conteúdo proposto, além de ser uma excelente ferramenta para proporcionar o engajamento, apelo emocional e a prática lúdica”, ressalta o COO e cofundador da Venturion.

De acordo com estudos da PwC, por exemplo, o uso da tecnologia para o desenvolvimento de soft skills dos times aumentou em mais de 270% o nível de confiança dos times e o foco no treinamento proposto quadruplicou em comparação com as ferramentas utilizadas anteriormente, tornando o trabalho mais competitivo ao mercado.

“As possibilidades da RV são diversas, mas a tecnologia é especialmente eficaz para o uso de treinamentos que requerem ‘mão na massa’. Isso porque a pessoa que está passando pelo treinamento consegue ver, na prática e de maneira realista, o que deve ser feito, possibilitando as chances de erro e acerto, mas em um ambiente seguro” finaliza o COO da Venturion.

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