Somente no Brasil, em 2018, foram investidos R$16,1 bilhões em compra de mídia digital. Do total, 38% estavam alocados em vídeos, 34% em displays, 18% em buscas e 10% divididos entre outros produtos.

“Assim como os livros um dia foram vistos como uma tecnologia incrível e hoje não são mais, a internet também não é mais uma tecnologia e sim uma camada da sociedade, como luz e água encanada. Isso muda não somente a maneira como o ser humano se comunica, mas também a forma como interage com o mundo físico. Por isso, o marketing digital não é o filho mais novo da comunicação e sim o arrimo da família”, destaca o professor de marketing digital da FGV, Estevão Rizzo.

Para compreender o salto da comunicação on-line, em 2017 o investimento de R$14,8 bilhões representou um aumento de 25,4% em relação a 2016. Os dados são da IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau).

De acordo com um dos marketeiros mais influentes e renomados do mundo, Gary Vaynerchuk: “90% das maiores varejistas dos EUA estão com vendas em queda nos últimos 5 anos. 80% dos investimentos delas estão em TV ou banners em sites. No caso dos varejos que crescem, 100% do investimento delas é em influenciadores, Facebook e Instagram. Isto não é uma coincidência”.

Rizzo corrobora com a visão de Vaynerchuk e aponta a pluralidade de perfis como uma das responsáveis pela ruptura no sistema tradicional de comunicar por meio da publicidade.

“Na era pré-digital era comum termos um ou poucos ‘targets’ (públicos-alvo) para um ou poucos produtos. Na mídia digital, isso muda completamente porque temos a capacidade de trabalhar com diversas segmentações extremamente detalhadas e, com isso, as empresas passaram a desenvolver produtos específicos para diversos subgrupos, que chamamos de ‘buyer personas’. Essa mudança de perspectiva mudou completamente a forma de se fazer marketing”, completa Rizzo

E a culpa não é das estrelas. “A Internet 4.0 ou meta web e a tecnologia 5G abrem a porta para uma infinidade de oportunidades de uso da Internet das Coisas. As empresas que não aproveitarem essas oportunidades, e não se adaptarem ao crescente consumo de produtos de realidade virtual, estarão fora do mercado nos próximos 10 anos”, determina o professor.

É que a disposição de toda essa tecnologia acabou impactando diretamente nos hábitos do consumidor. Há informação disponível para todos. Há espaço para todos. Há democracia. E a liberdade é tanta que agora é preciso lidar com a pluralidade desses perfis. Aí que entra a importância das buyer personas, brand personas, jornada do consumidor e funil de vendas na estratégia de marketing digital.

“A digitalização do mundo já aconteceu e não vai parar de crescer, a grande pergunta é: Você está lá para ser encontrado pelos seus clientes no momento que eles precisam de você? Nessa realidade não vence quem tem mais dinheiro, mas quem entende o que o seu cliente quer, como ele quer e principalmente onde ele quer. A verdade é: ou você está no digital ou você não existe mais para seu futuros clientes”, provoca ele.

Se você não está no Google, você não existe!

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