Desde 2008, quando o país iniciou o uso de robôs cirúrgicos, já foram realizados cerca de 5 mil cirurgias no Brasil. Os dados são da empresa que comercializa o equipamento no Brasil, a Strattnner.

Cirurgias Robóticas no Brasil

A cirurgia robótica vem sendo utilizada no tratamento de diversas patologias, como cirurgias de hérnias da parede abdominal e cirurgias bariátricas em pacientes com obesidade mórbida e outras. Durante a operação o cirurgião recebe uma imagem em 3D e ganha maior controle e precisão dos instrumentos, causando menor trauma ao paciente. O procedimento realizado com o uso de robôs proporciona ao paciente uma série de vantagens se comparada às técnicas convencionais, como a cirurgia aberta e a laparoscópica.

O Dr. Alexander Morrell, cirurgião bariátrico e do aparelho digestivo, e um dos profissionais mais atuantes na cirurgia robótica em sua área ressalta a importância desta nova tecnologia.

“Na cirurgia robótica, o cirurgião controla os braços do robô, equipados com os equipamentos cirúrgicos necessários para a realização da cirurgia, sentado ao lado paciente em uma cabine de controle”, afirma o cirurgião e presidente da Sociedade Brasileira de Hernia (SBH), Alexander Morrell.

Vantagens – Ele menciona que entre as vantagens no uso e robôs está o menor tempo de hospitalização, com redução de risco de infecção, retorno mais rápido às atividades normais, menor perda de sangue, redução da dor, cortes mínimos com cicatrizes menores e maior precisão na operação em locais de difícil acesso.

“Além disso, o equipamento simplifica cirurgias de casos mais delicados. Tivemos a oportunidade de utilizar o robô em reoperações, casos em que a anatomia já foi alterada pela cirurgia anterior e pudemos constatar sua utilidade na dissecção mais delicada dos tecidos”, conta Morrell, que fez treinamentos específicos sobre a técnica no Celebration Hospital em Orlando, Estados Unidos.

Números – O Brasil conta atualmente com 41 robôs cirúrgicos e a expectativa, sendo que 21 estão instalados em hospitais de São Paulo e Barretos (SP), nove no Rio de Janeiro, três em Belo Horizonte, 2 em Porto Alegre e Recife e 1 em Curitiba, Brasília, Belém e Fortaleza.
“A expectativa é que, até o final deste ano, sejam realizadas 500 cirurgias robóticas no país e 70% devem ocorrer em São Paulo”, Aylton de Oliveira, representante da empresa Strattnner, responsável pela venda dos robôs Da Vinci no país.

As principais cirurgias realizadas com o uso do robô são as urológicas, representando 60% do total, seguida pela área de cirurgia geral e ginecologia. Entre os equipamentos do Brasil, 21 estão instalados em hospitais de São Paulo e Barretos (SP), nove no Rio de Janeiro, três em Belo Horizonte, 2 em Porto Alegre e Recife e 1 em Curitiba, Brasília, Belém e Fortaleza.

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O aumento do número de robôs deve ocorrer gradualmente, com a elevação do número de fabricantes de equipamentos setor dominado pelos EUA e redução de custos, já que um robô pode custar até R$ 35 milhões.

Como é feita – Existem dois componentes na cirurgia robótica: o console de controle onde o cirurgião atua e uma unidade de braços robóticos que seguram os instrumentos cirúrgicos capazes de dissecar e suturar os tecidos. Eles atuam diretamente no paciente. O cirurgião tem acesso a um visor para examinar as imagens em 3D enviadas pela câmera de dentro do paciente, que mostram o local da cirurgia e os instrumentos, que são manipulados em tempo real pelo cirurgião.

O robô – O robô é indicado para cirurgias minimamente invasivas e considerado uma das mais importantes inovações na área da medicina deste século. A cirurgia robótica começou a ser realizada nos Estados Unidos (EUA) nos anos 2000 e chegou ao Brasil em 2008. O equipamento é capaz de aumentar a capacidade visual do cirurgião com imagem em 3D e qualidade FULL HD. O robô também aumenta a precisão dos movimentos e permite outros que não podem ser feitos pela mão humana, como rotações com maior amplitude, por exemplo.

Fonte: EXAME

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