Pode ser fã, ou não, de veículos elétricos. Mas aqui o que interessa é apenas a percentagem de energia que utilizam para se deslocar.

Todos os veículos, animados por motores que consumam energia elétrica ou combustíveis fósseis, limitam-se a transformar energia em movimento. E desta vez não interessam as emissões nocivas, ou outras, que resultam desse processo em qualquer um dos casos, mas apenas a porcentagem de “combustível”, seja ele eletricidade, gasolina ou gasóleo, para fazer andar o veículo. Ou, pelo contrário, o que se perde por aquecimento, fricção e durante as operações de recarga ou abastecimento, além do que se abre mão durante as travagens, resistência ao ar e ao rolamento.

Como funciona o consumo de um carro elétrico

carro elétrico

Começando pela recarga da bateria, face ao abastecimento do depósito de combustível fóssil, se este último praticamente não apresenta perdas (talvez uns insignificantes mililitros por evaporação), o carro elétrico perde 16% da energia que retiram da rede, sobretudo por aquecimento. Contudo, ele tem a capacidade de recarregar durante as travagens e desaceleração (cerca de 17%), o que ainda lhe dá um saldo positivo de 1%. A partir daqui, é só vantagens para os automóveis locomovidos a eletricidade.

Começam por não consumir quando estão ao ralenti, ao contrário dos que queimam diesel, mas em resumo e, segundo o Departamento de Eficiência Energética e Energia Renovável (Office of Energy Efficiency & Renewable Energy), a grande vantagem está no motor, pois enquanto o carro elétrico transforma em movimento 77% a 82% da energia consumida, os motores que queimam combustíveis derivados do petróleo ficam-se pelos 12% a 30%, dependendo se funcionam a gasolina ou a gasóleo (com vantagem para este último). O resto é desperdiçado sobretudo por aquecimento, fruto da fricção e das perdas mecânicas, por possuírem muito mais peças móveis, tanto no motor como na caixa de velocidades.

No que diz respeito ao resto – das perdas aerodinâmicas, por rolamento, ou a necessidade de alimentar sistemas periféricos, como o ar condicionado, rádio ou luzes -, os valores não diferem tanto quanto se possa julgar.

Fonte: Observador

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