Eu acredito que todo mundo que se interessa por tecnologia e inovação já ouviu falar e tem certa noção sobre o que é Big Data, mas não posso dizer o mesmo sobre compliance – termo designado para explicar uma série de normas e processos que garantem que as leis e boas práticas sejam respeitadas.

Na área de finanças o compliance está bastante alinhado ao controle, gerenciamento de riscos, prevenção contra fraudes e grandes análises, mas também é possível acrescentar os processos de coletas e análises de dados — que nós sabemos que não são poucos.

O mercado financeiro é um dos mais regulados e que mais sofre com a complexidade de produtos e informações, o que gera uma necessidade maior de analisar os riscos. Portanto, informação de qualidade é uma inevitabilidade do setor e a Big Data é revolucionário para ajudar nisso.

Quando os dados são coletados e estruturados, deve-se ficar atento com a maneira que eles são armazenados, pois precisam ser de fácil acesso para a equipe de compliance. É possível criar mecanismos e fazer filtragens para que isso aconteça da melhor forma possível.

Uma das principais vantagens para o meio financeiro, é acelerar os processos de verificação para encontrar conflitos de interesses entre sócios e parceiros, isso sem falar nos riscos de lavagem de dinheiro, desvios, enriquecimento ilícito e sonegação de impostos. Também é possível fazer uma checagem no background dos colaboradores e futuros colaboradores para saber se eles também não têm envolvimento com atos ilícitos.

A obtenção de dados por meio de mineração, por exemplo, promove uma economia de tempo enorme para as equipes responsáveis, então quando uma empresa faz o investimento nessa área, ela permite que a equipe possa se dedicar a outras atividades essenciais para o bom andamento da empresa.

Já pensou sobre isso?

Artigo de Eduardo Tardelli, CEO da upLexis, empresa de software

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