Sabemos que a pandemia da Covid-19 foi a impulsão para a transformação digital. Entretanto, há um tópico dentro deste universo que estava e está em pauta nas empresas muito antes das discussões sobre vacinas permearem nossa sociedade: a nuvem, uma das principais tecnologias facilitadoras e aliadas à inovação ao considerarmos a experiência do cliente, a eficiência operacional e os novos modelos de negócio.

Durante a pandemia, as empresas tiveram rapidamente que digitalizar e escalar seus processos para continuar operando e, todas essas mudanças passaram e ainda passam pela nuvem.

A computação em nuvem foi a responsável por proporcionar a mesma infraestrutura tecnológica dos escritórios aos colaboradores em suas casas, permitindo que não houvesse grandes impactos operacionais.

Segundo o Relatório de Nuvem Híbrida deste ano, realizado pela NTT, 93,7% dos negócios globais afirmaram ver a nuvem como crítica para atender necessidades imediatas em meio às incertezas ainda provocadas pela pandemia, além de ser considerada uma “salvação para os negócios”.

Isso significa que a nuvem ganhou notoriedade dada a agilidade e a flexibilidade que proporciona às empresas, principalmente para se adequarem às demandas urgentes impostas pelo cenário atual, além de deter baixo custo, segurança e resiliência.

Mas, como falamos, mesmo saindo deste contexto pandêmico e partindo para outra necessidade iminente, a experiência do cliente, vemos o protagonismo desta tecnologia. Aqui, temos a máxima de “conseguir o que precisa, quando precisa e ainda pagar pouco”, e, neste ponto, a nuvem é essencial, pois em apenas alguns minutos ou até segundos é possível disponibilizar vários tipos de serviços por um preço que se adequa a qualquer necessidade e de fácil acesso a partir de qualquer localidade e dispositivo móvel.

A transformação digital está nas nuvens

Não é à toa que a nuvem ultrapassou pela primeira vez as receitas de hardware. Enquanto a nuvem atingiu participação de 10% no mercado de TI em 2020, o hardware se manteve estável em 9%, segundo o Gartner.

A nuvem pública certamente foi a mais acessada num primeiro momento devido à facilidade de adesão, a capacidade e ao armazenamento promovidos pelo modelo. Porém, a tendência é que o mercado experimente daqui por diante o modelo híbrido para todas suas demandas, que podem combinar opções On Premises e a oferta de provedores públicos de larga escala.

Num futuro próximo, em 2022, a IDC (International Data Corporation) prevê que 70% das empresas vão integrar gerenciadores de cloud — entre nuvens privadas e públicas — por meio dos modelos Híbridos e MultiCloud.

Partindo para a eficiência operacional, podemos dizer que a nuvem agrega nativamente os projetos de continuidade de negócios. Por meio de suas características de regiões geográficas espalhadas ao redor do mundo e zonas de disponibilidade em várias localidades de um determinado país, inclusive o Brasil, é possível configurar planos de DR (Disaster Recovery) e até mesmo GDR (Geographic Disater Recovery) para o negócio contando com alta disponibilidade para gerenciar soluções por custos que não sejam proibitivos.

Por último, mas não menos importante, nada mais aderente ao objetivo de novos modelos de negócio do que as opções de utilização de cloud. Começando em Infrastructure as a Service (IaaS), passando por Platform as a Service (PaaS), Software as a Service (SaaS) ou até Serverless e Function as a Service (FaaS), hoje é possível mesclar diferentes modelos existentes no mercado.

Vivendo num ecossistema de negócios cada vez mais ágil e flexível como pudemos constatar recentemente, precisamos urgentemente priorizar novas culturas e metodologias como DevOps e DevSecOps, que podem acelerar a Transformação Digital ainda mais, mas sem nos esquecermos de que toda e qualquer inovação passa e ainda passará pela nuvem.

Artigo de Gustavo Migliorini Arruda, gerente de Cloud da Engineering

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