Este ano, o tema do Fórum Econômico Mundial, que ocorreu entre os dias 22 a 25 de janeiro, em Davos, na Suíça, abordou a Globalização 4.0: Moldando uma Arquitetura Global na Era da Quarta Revolução Industrial.

Klaus Schwab, fundador e presidente executivo do Fórum Econômico Mundial, acredita que a globalização é um fenômeno impulsionado pela tecnologia e pelo movimento de ideias, pessoas e bens.

Por este motivo, a quarta onda de globalização precisa ser inclusiva, sustentável e centrada no ser humano. Para ele, o desafio é restaurar a soberania em um mundo que requer cooperação. O ideal seria criar um novo pacto social onde os cidadãos e seus líderes se sintam seguros o suficiente para permanecerem abertos ao mundo.

O mundo está passando por um momento de profunda instabilidade global ocasionada pela ruptura tecnológica da Quarta Revolução Industrial. Mas ao mesmo tempo que a globalização permite que haja colaboração internacional, aborda a questão da imigração e dos benefícios pessoais por conta dessa nova onda de mudanças da revolução digital, temos notado o surgimento de outros movimentos que, à princípio, vão contra os princípios da globalização, como a ascensão do populismo, nacionalismo e protecionismo.

Estes são os desafios da Quarta Revolução Industrial (4IR), abordar questões associadas à sustentabilidade ambiental, ao advento de uma ordem internacional cada vez mais multipolar e ao crescimento da desigualdade.

Para reverter esse cenário, seria preciso impulsionar o crescimento econômico para o bem público, priorizando a sustentabilidade ambiental e a inclusão social. Felizmente, as forças da Quarta Revolução Industrial deram início a uma nova economia e forma de globalização, que exigem novas maneiras de governar para preservar o bem público.

Agarrar-se a uma mentalidade desatualizada não funcionará. Em vez disso, é preciso criar algo novo a partir do zero, para que seja possível aproveitar as novas oportunidades que surjam pelo caminho.

As mudanças que estão em andamento hoje não estão isoladas para um determinado país, setor ou assunto. Elas são universais e, portanto, exigem uma resposta global. Não adotar uma nova abordagem cooperativa seria ruim para a humanidade.

De acordo com Klaus Schwab, essa tarefa exigirá duas tarefas da comunidade internacional: maior engajamento e maior imaginação. O envolvimento de todas as partes interessadas no diálogo sustentado será crucial, assim como a imaginação para pensar sistemicamente e além das próprias considerações institucionais e nacionais de curto prazo.

Pensando em todas essas mudanças, o Fórum Econômico Mundial busca, desde 1971, ser o catalisador de iniciativas globais, projetos e colaborações, com o objetivo de reunir os líderes mais relevantes de todos os setores da sociedade global e identificar as melhores formas de enfrentar os desafios do mundo.

Fonte: Wsi Singularity

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