O que seria dos negócios corporativos em 2020 se não fosse a computação em nuvem? Essa é uma pergunta retórica. Afinal, a pandemia de covid-19 provocou uma verdadeira aceleração digital e obrigou as empresas a adotarem diversas soluções para continuarem ativas durante o período da quarentena e das medidas de isolamento social.

Das plataformas para o trabalho remoto aos recursos de inteligência artificial nos processos internos, a cloud virou realidade para organizações de diferentes setores e tamanhos. Mesmo assim, não são poucos os empresários que ainda têm receio dessa tecnologia, principalmente com a segurança dos dados – mas essa preocupação não se justifica mais.

O medo é alimentado por pesquisas que atestam aumento de incidentes cibernéticos em soluções de nuvem pública. O relatório The State of Cloud Security 2020, elaborado pela Sophos, mostra que no Brasil quatro em cada cinco empresas (79%) sofreram algum problema na nuvem nos últimos meses – esse índice é de 70% em todo o mundo.

Entre as principais adversidades estão malwares, como ransomware (que sequestra os arquivos da empresa), exposição de dados e contas comprometidas. São números que não podem ser ignorados, porém contam apenas metade da história. É um fato que os ataques às soluções em nuvem aumentaram significativamente nos últimos anos. Isso, no entanto, não significa que são mais vulneráveis do que recursos baseados em servidores instalados localmente.

Pelo contrário, o aumento está associado justamente à demanda cada vez maior da cloud no ambiente corporativo. Com mais empresas e profissionais utilizando essa tecnologia, é evidente que os cibercriminosos irão concentrar suas ações nessas ferramentas. Eles procuram eventuais brechas para conseguirem entrar nos sistemas e causar os estragos.

Além disso, é preciso reconhecer que a computação em nuvem evoluiu muito na última década. As melhores ferramentas oferecem múltiplas camadas de segurança, incluindo criação de senhas e perfis de acesso a cada um dos profissionais que as utilizam. Os dados também costumam ser criptografados para dificultar ainda mais a ação de cibercriminosos. Sem falar, claro, em sistemas próprios de segurança que garantem mais tranquilidade aos gestores.

Desta forma, é preciso reconhecer que as brechas, em sua grande maioria, são causadas por falhas humanas. Logins que ficam abertos mesmo após os profissionais saírem do sistema, conexão de dispositivos suspeitos, como pendrives, enquanto se utilizam as soluções corporativas em nuvem, e o clique em links suspeitos compartilhados por e-mail e redes sociais.

Neste cenário, as empresas precisam não apenas contar com os melhores softwares de segurança no mercado, mas também estimular uma política clara de segurança entre seus colaboradores e fazer o monitoramento contínuo em busca de possíveis falhas. São medidas que reduzem significativamente o risco de crimes cibernéticos. 

O medo pode ser paralisante até mesmo no ambiente corporativo. A preocupação com a segurança digital é importante, sem dúvida, mas não pode impedir que a empresa busque sempre as melhores soluções tecnológicas em seus processos.

É o que ocorre com a computação em nuvem. O gestor pode até ter receio dessa tecnologia, mas não pode mais ignorá-la. É fato notório que soluções na nuvem se trata do “novo normal” no mundo dos negócios. Alguns riscos estão lá, é verdade, mas as melhores oportunidades também. É assim nas organizações; é assim na vida.

Artigo de Marcos Farias, CEO e sócio-fundador da Arki1

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