À medida em que as tecnologias de manufatura aditiva foram avançando, as peças feitas com impressão 3D saíram do departamento de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) para entrar também a linha de produção das fábricas.

Empresas de grande porte e sistemistas OEMs (fabricantes que produzem itens especialmente para montadoras) foram os primeiros a adotaram a impressão 3D para atender exigentes padrões de qualidade e requisitos.

Enquanto essas empresas foram projetando com manufatura aditiva e usando a tecnologia como um complemento da manufatura tradicional, novas aplicações surgiram e mudaram a forma como fabricamos nossos produtos, desenvolvendo conceitos que antes nem eram pensados no mundo da manufatura.

Atualmente, existem cinco indústrias que tiveram sua produção transformada pela manufatura aditiva:

AEROESPACIAL

A indústria aeroespacial foi uma das primeiras a adotar a manufatura aditiva. Na sua realidade de produção, estão inseridos um dos mais difíceis padrões de desempenho da indústria, por exigir que as peças suportem exposições a condições extremas. Engenheiros que projetam e fabricam para plataformas aeroespaciais, comerciais e militares, precisam de componentes que atendam a essas exigências, feitos com materiais de alto desempenho.

A impressão 3D oferece peças complexas e com alta resistência, que possibilitam a criação de protótipos e peças com menos materiais, resultando em redução global de peso – um dos fatores mais importantes na fabricação dessa indústria.

Entre as aplicações possíveis da manufatura aditiva na indústria aeroespacial, estão dutos de sistemas de controle ambiental (ECS), componentes personalizados para o interior de aeronaves, componentes de motores de foguetes, forros de combustor, ferramentas para compósitos estruturais, tanques de óleo e combustível e componentes de UAV.

MÉDICA

A indústria médica está em constante inovação e as soluções de manufatura aditiva têm sido peça chave para justificar avanços no tratamento de pacientes, na conduta de médicos e pesquisas em instituições de saúde.

De protótipos funcionais a modelos anatômicos e componentes cirúrgicos, a manufatura aditiva abre portas para avanços de dispositivos que podem salvar vidas. Entre eles, dispositivos de implantes ortopédicos, dentários, modelos précirúrgicos de tomografias e ferramentas cirúrgicas personalizadas.

Médicos e profissionais da área estão utilizando os materiais biocompatíveis da tecnologia para reproduzir em 3D réplicas de corações, vasos sanguíneos, rins, e outras partes do corpo humano. Esses materiais possuem características que contribuem para tornar o modelo ainda mais realista, uma vez que são materiais rígidos, flexíveis, opacos e transparentes.

AUTOMOTIVA

A indústria automotiva se apropriou da manufatura aditiva e já escolhe o que fabricar com a tecnologia.  Algumas das aplicações que transformaram a indústria, incluem um duto complexo que não pode ser fabricado através de métodos de fabricação convencionais, além de protótipos, modelos elastoméricos, grades, itens internos personalizados e paineis grandes. Os avanços contínuos da manufatura aditiva também abriram novas oportunidades para aplicações de uso final e de personalização em massa na indústria automotiva.

ENERGIA

O sucesso no setor de energia depende da capacidade de desenvolver rapidamente componentes personalizados e que possam resistir a condições extremas, como testes sob a água e em ambientes hostis. Os avanços da manufatura aditiva na produção de componentes eficientes, leves e com materiais ecológicos, são alternativa para diversos requisitos e funções desse setor.

BENS DE CONSUMO


Para projetistas, engenheiros e equipes de marketing, o tempo necessário para formar uma idéia e entregá-la ao mercado é tudo. Parte desse tempo é simular a aparência do produto final durante as revisões de projeto para justificar ideias para os principais interessados. Os fabricantes desse mercado adotaram a impressão 3D para ajudar a desenvolver interações e ajustar rapidamente o projeto.

Com a impressão 3D é possível, por exemplo, construir protótipos funcionais de modelos eletrônicos detalhados já no início do ciclo de vida do desenvolvimento do produto, com aparência igual ao modelo final e funcionalidade passível de teste reais.

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